«

set 18

Na comunicação, o avanço que se quer na prática sindical

a13eab3771798729e018012c68dfa60c

 

GALERIA DE FOTOS 

A maneira como os sindicatos devem falar com os trabalhadores e os instrumentos que estão à disposição foi o tema da exposição “Marketing Sindical no Contexto da Reforma Trabalhista”, apresentada por Camila Martucheli, Especialista em Marketing Digital e Assessora de Imprensa da Federação Mineira dos Químicos, Plásticos, Farmacêuticos e Trabalhadores nas Indústrias de Fertilizantes (Femquifert). A explanação encerrou o seminário “Reforma Trabalhista e Reestruturação Sindical”, realizada nos dias 14 e 15 de setembro, nas dependências do Hotel Ibis Betim.
Embora apontasse a existência de muitas ferramentas de comunicação disponíveis para atualizar os trabalhadores e a população, Camila Martucheli ressalvou que, primeiramente, é preciso que os sindicatos sejam atuantes e estejam próximos das categorias que representam. A divulgação de tais ações pode ser feitas por meio das redes sociais, pois a internet é facultada para todos.
Logo, é preciso que as entidades sejam identificadas em sites, páginas no facebook e no Instagram, além de contas no Twiter e uma linha direta via Whatsapp, um aplicativo multiplataforma de mensagens instantâneas e chamadas de voz para smartphones.
“Já que as pessoas estão permanentemente interagindo nas redes, porque não ler as notícias que vêm do sindicato?”, indagou a especialista. No entanto, ela observa que o conteúdo das mensagens devem focalizar assuntos do interesse para o cidadão comum, sem priorizar temas fora da realidade das pessoas, mesmo que sejam temas importantes.

COMUNICAÇÃO A SERVIÇO DO POVO

“Melhor noticiar o que, de fato, importa, como alteração salarial, benefícios para ele e a família, além dos temas gerais, como o que, na prática vai mudar com as reformas, já que as notícias vinculadas na mídia padronizam as informações e nem sempre exibem a verdade dos fatos”, aconselha a profissional.
Um bom exemplo do poder da mídia foi visto na propaganda oficial da reforma trabalhista, na qual o governo exaltava as vantagens do projeto e um suposto potencial de gerador de empregos, fato contestado pelo movimento sindical. Para contrapor a grande mídia, Camila Martucheli defende o emprego de estratégias diferenciadas, que demonstrem, de maneira simples e direta, o que verdadeiramente importa, em frases como “Você vai perder muito com a reforma!”.
Tecnicamente, a jornalista sugere a produção de textos curtos e objetivos, que ajudem a informar e fazer contrapontos realistas. Também os funcionários das entidades sindicais são mencionados por ela como formadores de consciência, na medida em que agem diretamente com o trabalhador e a família dele, pois a comunicação e o marketing sindical englobam todo o universo ao redor do sindicalismo.
“Sob a ótica do marketing empresarial – explica Martucheli -, o foco está na venda de produtos, um objeto diferente do sindicalismo, que é a defesa do trabalhador, como principal serviço a ser prestado, junto a convênios na área de assistência e lazer”.

“A COMUNICAÇÃO VIRTUAL É VALIOSA E BARATA”

Para Isabel Durynek, Assessora de Imprensa do Sindicato dos Químicos, Plásticos e Farmacêuticos de Uberaba (Stiquifar), é preciso entender que a comunicação sindical é diferenciada e deve estar dirigida aos trabalhadores, por meio da aplicação de uma linguagem simplificada, diferente do padrão da imprensa convencional.

A utilização de recursos virtuais, como as redes sociais, como Whatsapp, e-mails e blogs é vista como valiosa e barata, por ser um meio informal de comunicar. A jornalista aponta o blog do Stiiquifar como fonte de informação e contato ao publicar notícias visualizadas por milhares de pessoas. Há também o recurso da publicação de boletins nos sites, que otimiza custos, sem prejuízo do ato informativo.

Na opinião da assessora do Stiquifar, a palestra de Camila Martucheli foi proveitosa para sindicalistas e profissionais da área, por apresentar os recursos virtuais como possibilidade de comunicação “on-line”. No entanto, a jornalista não visualiza o fim dos impressos em papel, que integram o universo multimídia, composto por múltiplas ferramentas, algumas de caráter digital, que compõem o cenário da comunicação moderna.

Renato Ilha, jornalista (MTb 10.300)