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mai 26

Marcha para Brasília mostrou a força do povo brasileiro

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Os diretores, funcionários e trabalhadores da Federação Mineira dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Plásticas, Farmacêuticas e Fertilizantes de Minas Gerais –Femquifert-MG participaram da grande Marcha para Brasília, ao todo foram quatro ônibus, partindo de Belo Horizonte/Contagem, Araxá e Uberaba; e cerca de 200 pessoas. Todos se juntaram ao grupo da Força Sindical de Minas Gerais.

O protesto, organizado pelas centrais sindicais, aconteceu na última quarta-feira (24), um dia que ficará marcado para sempre na história brasileira, como sendo aquele momento em que a união dos trabalhadores, movimentos sociais e povo brasileiro fizeram a diferença ao ‘invadir’ a capital federal para lutar, através de uma grande manifestação pacífica, pelos direitos dos trabalhadores e aposentados do país.

Antes mesmo de o sol raiar, centenas de ônibus já haviam chegado ao estacionamento do Estádio Mané Garrincha, cheios de pessoas com esperança e muita garra para participar daquela que seria uma das maiores manifestações que a capital federal já viu nos últimos tempos. Ao longo da manhã, pessoas e mais pessoas iam chegando e se unindo na concentração das centrais sindicais e movimentos sociais. Por volta das 11 horas, as milhares de pessoas saíram em marcha, ocupando as ruas de Brasília, rumo à Explanada dos Ministérios.

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Eram homens, mulheres, jovens, aposentados, crianças, todos unidos por um mesmo ideal: lutar contra as reformas da Previdência e Trabalhista e, principalmente, contra a corrupção. Com gritos de “Fora Temer”, “Fora todos os corruptos”, os mineiros do SindLuta e da Femquifert-MG se juntaram ao grande mar de gente que tomou Brasília. Com bandeiras em punho e palavras de ordem, pediam pela manutenção de seus direitos.

A delegação da Força Minas, composta por trabalhadores filiados de todos os sindicatos e federações do país, foi a primeiro a chegar à Esplanada dos Ministérios. E logo na chegada começaram alguns atritos. A ordem era retirar os canos das bandeiras para que a marcha pudesse seguir. E, assim, os manifestantes fizeram e puderam seguir até o Congresso Nacional.

Contudo, ao chegarem perto da Câmara dos Deputados e do Senado, não puderam ultrapassar uma barreira formada pela Tropa de Choque da PM e da Cavalaria. Os manifestantes de bem respeitaram e continuaram o ato, ouvindo as falas das lideranças sindicais. Contudo, pessoas de má índole e mascaradas, os chamados black blocks, invadiram a manifestação e a PM, ao invés de deter apenas quem estava colocando a ordem e passividade da manifestação em risco, resolveu atacar a todos, com spray de pimenta e gás lacrimogênio.

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Isso fez com que boa parte dos manifestantes de bem recuassem e voltassem para o estacionamento do Estádio Mané Garrincha. Mesmo assim, muitas pessoas permaneceram no ato, quando, então, os baderneiros (que não devem ser chamados de manifestantes) começaram a atacar não só a polícia como o patrimônio público. Nesse momento, o ato fugiu do controle dos policiais e, infelizmente, até nosso companheiro Carlosn Geovani Cirilo, 61 anos, sindicalista da ASTHEMG/SINDPROS-MG, foi ferido a bala de pólvora e encontra-se internado entre ‘a vida e a morte’.

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A delegação da Femquifert-MG, apesar de ter sofrido com gás lacrimogênio, voltou para a casa com segurança e se solidariza com o companheiro, que manifestava pacificamente e foi gravemente ferido. A sensação é de que estamos em uma verdadeira guerra e uma batalha já foi vencida: mostramos que o povo brasileiro está unido e disposto a fazer quantas manifestações forem necessárias para que seus direitos possam ser respeitados e a corrupção seja banida de nosso país.

As centrais sindicais já estão articulando uma nova Greve Geral que vai parar o país, e dessa vez promete ser por 48 horas. Em breve, teremos mais informações.

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Depoimentos de quem vez história na Marcha para Brasília de 24 de maior de 2017

“A maior manifestação da história de Brasília. Parabéns e obrigado a todos os participantes. Com coragem, união e cansaço, sol quente e determinação, construímos nossa história, independente do resultado da marcha” (Carlos Cassiano, trabalhador e presidente da Femquifert-MG)

“Todos estão de parabéns, pois estavam empenhados em um só objetivo: tirar aquele ladrão do governo federal. Infelizmente, não foi dessa vez que ele saiu, mas vai dar certo, se Deus quiser” (Tatiane Nonato, trabalhadora)

“A Marcha para Brasília foi muito boa, todos estão de parabéns, mas temos que ficar de olho no ‘vampirão’, por que não é fácil não” (Carlos Alberto, trabalhador)

“O #OcupaBrasília foi uma resposta dos trabalhadores que não aceitam o retrocesso dos direitos trabalhistas e previdenciários. Foi um evento vitorioso e conseguimos mostrar ao governo golpista que somos trabalhadores e lutamos para a efetivação de nossos direitos” (Keli Sabina, assistente social)

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