«

»

fev 27

Ditadura política no Brasil

post1O povo tem de ir pra rua e lutar contra a corrupção. É preciso boicotar. É preciso encher as ruas com protestos e manifestações, os políticos têm de fazer alguma coisa para mudar essa situação, a população não aguenta mais sofrer tanta violência, pagar impostos cada vez mais altos e ver o país repleto de corrupção. Essas e outras frases ditas diariamente não tem força alguma, haja vista a ditadura política existente nas esferas municipal, estadual e federal.
O Brasil não tem solução. Sem uma análise pormenorizada, muitos vão achar que tal início de frase é uma incongruência. Mas ao analisar o funcionamento dos três poderes (legislativo, executivo e judiciário), bem como o funcionamento das casas legislativas e foro privilegiado dos parlamentares, logo há concordância unanime com a frase. De fato, não há solução para o Brasil.
Governos estaduais fazem verdadeiras lambanças administrativas, porém, não chegam sequer a sofrer uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), e muito menos uma cassação ou impeachment. O que também se aplica ao governo federal, indícios quase diários de envolvimento e promoção de uma corrupção generalizada, assalto quase à mão armada de uma das maiores empresas pública brasileira, pacote de ajuste fiscal prejudicial à população mais pobre e aos trabalhadores. Contudo, mesmo em meio à crise institucional e financeira, as casas legislativas não desempenham o papel de representação e defesa da população brasileira, mas do executivo, governo estadual ou federal.
Sem dúvida alguma, no Brasil há uma ditadura política, sem um processo revolucionário da população brasileira em sua íntegra, não adianta e passa ser até inócua, uma mera indignação e decepção do povo brasileiro. Mesmo com o crescimento da corrupção, com o governo jogando as contas do roubo para a população pagar, com a inflação alta, o aumento dos impostos e juros, da gasolina, do desemprego, da violência, o poder legislativo continuará apoiando atitudes antissociais dos governos estaduais e federal. Trata-se de uma turma (políticos, parlamentares), que come na mão do governo, assim como o conhecido pardal, muito comum nas cidades e vias urbanas.
Mesmo que a população fique revoltada com os parlamentares que diante de uma crise generalizada aumentam seus proventos e criam auxílio moradia de R$2.800,00, no caso da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, acima de tudo, a decisão deles irá persistir, pois, criaram em torno deles uma redoma de vidro, que os protegem de tudo. São inabaláveis. O povo não tira. Única coisa que a população pode fazer é não votar. Contudo, bastam pouco mais de uma dezena de pessoas amigas e familiares de tais parlamentares votarem, para eles serem eleitos por mais quatro anos.
Prepondera uma ditadura política. Quem decide pelas vidas dos brasileiros sobre o que a população vai pagar a mais de impostos, os direitos que serão retirados, são os políticos. Não ainda a população fazer nada, exceto por meio de uma revolução orquestrada e organizada e com foco comum.

Carlos Cassiano